
Foto: Ari Dias/AEN
O setor de serviços brasileiro ficou estável em junho na comparação com o mês anterior e encerrou o segundo trimestre contrariando expectativa de economistas de nova queda, mas corroborando tendência de enfraquecimento da economia.
O volume de serviços apontou alta de 2,0% em junho em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 0,2% no mês e de alta de 1,4% na base anual.
Com isso o setor está 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em maio, o volume de serviços caiu 0,2% sobre o mês anterior.
Se de um lado medidas do governo de estímulo ao consumo e o mercado de trabalho aquecido favorecem a economia, de outro a política monetária restritiva pesa sobre a atividade, com a taxa básica de juros Selic agora em 14,0%.
Apesar da estabilidade em junho, somente o setor de informação e comunicação mostrou avanço no mês, de 1,8%, terceiro resultado positivo seguido e com ganho acumulado de 3,0% nesse período.
O principal impacto negativo foi registrado pelo setor de profissionais, administrativos e complementares, com queda de 1,4% no mês.
Os demais recuos vieram de outros serviços (-2,2%), dos serviços prestados às famílias (-1,2%) e dos transportes (-0,1%).
Já o índice de atividades turísticas caiu 3,4% em junho frente a maio, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou perdas de 3,8%. Assim, esse segmento está 6,2% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.
Fonte: Reuters
Fonte: Reuters