Dólar volta a cair e se aproxima dos R$5,00; Ibovespa renova recordes
10/04/2026 às 18:08
© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL
O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real e novamente próximo dos R$5,00, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior, onde investidores voltaram a demonstrar otimismo em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,03%, aos R$5,0104, o menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024, quando atingiu R$5,0067. Foi a terceira sessão consecutiva de perdas para a moeda norte-americana.
Na semana, a divisa acumulou baixa de 2,90% e, no ano, queda de 8,72%.
Às 17h15, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,94% na B3, aos R$5,0345.
Desde que EUA e Irã fecharam um acordo de cessar-fogo, na noite de terça-feira, o dólar tem enfrentado ajustes de baixa em todo o mundo, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana.
Ainda que o Estreito de Ormuz siga travado, prejudicando o transporte global de petróleo, a expectativa de que EUA e Irã possam negociar a paz deu força a divisas de países emergentes, como o real, o peso mexicano e o peso chileno.
No Brasil, o dólar à vista atingiu a menor cotação da sessão, de R$5,0051, às 16h14, já na última hora de negócios, sendo que desde o período março-abril de 2024 a divisa não exibia valores próximos dos R$5,00.
Às 17h10, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,21%, a 98,669.

Ibovespa renova recordes com investidor de olho no Oriente Médio


O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, renovando máximas e fechando acima dos 197 mil pontos pela primeira vez, com agentes financeiros na expectativa de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã previstas para o fim de semana. 
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,12%, a 197.323,87 pontos, novo recorde de fechamento, após marcar 197.553,64 na máxima da sessão, novo topo intradia. Na mínima, registrou 195.129,25 pontos. Na semana, avançou 4,93%. 
O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$33,7 bilhões.  
No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 0,75%, a US$95,20, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, encerrou com declínio de 0,11%.
O Ibovespa tem resistido à aversão a risco e à busca por liquidez desencadeadas pelo conflito. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril.

DESTAQUES
-HAPVIDA ON disparou 13,05% após anunciar mudanças em sua administração. A companhia também afirmou perto do fechamento do pregão que não há uma decisão no momento envolvendo a venda de suas operações no Sul do país, citando que a região segue sendo importante para sua estratégia.
-AZZAS 2154 ON desabou 10,88%, em meio ao anúncio de que o presidente da unidade de "Fashion & Lifestyle", Ruy Kameyama, vai deixar a empresa no final de abril para "se dedicar a novos projetos pessoais e profissionais". A companhia não indicou o substituto.
-ENGIE BRASIL ON avançou 4,64%, renovando máximas históricas e ampliando a alta em abril para quase 10%. No final de março, a companhia saiu como uma das vencedoras do leilão de transmissão de energia, conquistando o maior projeto do certame.
-ALLOS ON subiu 1,92%, após firmar memorando de entendimento com a Kinea Investimentos para a potencial criação de um fundo de investimento imobiliário (FII) em uma transação que pode envolver uma oferta primária de cotas do potencial novo FII no valor entre R$789,5 milhões e R$1,97 bilhão.
-DIRECIONAL ON valorizou-se 0,77%, tendo de pano de fundo prévia operacional do primeiro trimestre, com alta de 19% nas vendas líquidas. No setor, CURY ON, que também divulgou dados do primeiro trimestre, mas com expansão de 9,5% nas vendas líquidas, caiu 3,08%.
-ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,7%, em mais um dia positivo para bancos no Ibovespa. BTG PACTUAL UNIT foi exceção e fechou em baixa de 0,43%.
-B3 ON subiu 1,83%, endossada ainda por relatório de analistas do Citi, que elevaram a recomendação das ações para compra e o preço-alvo dos papéis de R$19 para R$23. 
-PETROBRAS PN valorizou-se 2,36%, mesmo com o declínio do petróleo no exterior. No setor, PETRORECONCAVO ON subiu 2,22%, BRAVA ON fechou com elevação de 2,21% e PRIO ON avançou 3,36%.
-VALE ON encerrou em alta de 1,06%, mesmo com o fechamento negativo dos futuros do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, USIMINAS PNA caiu 6,12%, CSN ON cedeu 5,45% e GERDAU PN recuou 0,19%.
Fonte: Reuters
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