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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ArquivoApesar do recuo no número de endividados, houve aumento nos indicadores de inadimplência. A parcela de famílias com contas em atraso chegou a 15,5% em março, acima dos 11,8% observados um ano antes. Já o percentual de consumidores que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas subiu de 2,6% para 3,7% na variação anual. Ainda assim, o Paraná permanece entre os estados com melhores posições no ranking nacional de inadimplência.
No cenário brasileiro, o percentual de famílias endividadas apresentou leve alta, atingindo 80,4%, enquanto a inadimplência se manteve elevada, em 29,6%. A proporção de famílias sem condições de pagamento ficou em 12,3%.
Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o endividamento manteve-se praticamente estável de fevereiro para março, em 85,2%, mas apresentou recuo expressivo na comparação com março de 2025, quando atingia 88,5%. Apesar disso, houve aumento das contas em atraso na comparação mensal, que passaram de 15,8% para 16,4%, assim como da parcela sem condições de pagamento, que subiu de 3,4% para 3,8%.
Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o nível de endividamento permaneceu em 81% na variação mensal, com queda significativa em relação aos 86,3% registrados no mesmo período do ano anterior. Nesse grupo, a inadimplência recuou de 12,5% para 11,9%, enquanto o percentual de famílias sem condições de quitar suas dívidas avançou de 1,8% para 3%, em relação a fevereiro de 2026.
Em relação aos motivos do endividamento, o cartão de crédito segue como principal modalidade de dívida, citado por 94,1% das famílias. Na sequência aparecem o financiamento de veículos (7,9%) e o financiamento imobiliário (6,6%). Também se observa crescimento no uso do crediário em carnês, que passou de 2,8% em março de 2025 para 5,5% no mesmo mês de 2026, além do crédito pessoal, que avançou de 0,3% para 3% na variação anual.
Assessoria de Imprensa Fecomércio PR, por Karla Santin