
A alta mensal da cesta básica de Curitiba foi a maior do país em dezembro, chegando a 2,51%
O Rio de Janeiro segue como a capital com a cesta básica mais cara do país, apesar da queda mensal de 0,85%, passando de R$ 995,76 em novembro para R$ 987,32 em dezembro. No acumulado dos últimos seis meses, a cesta subiu de R$ 958,90 em julho para R$ 987,32 em dezembro, avanço de 2,96%, mantendo-se em patamar elevado no segundo semestre, apesar da redução no fechamento do ano. Curitiba registrou a maior alta mensal do levantamento (2,51%), com a cesta passando de R$ 773,49 para R$ 792,89. No acumulado de seis meses, a capital também apresenta alta expressiva (6,22%), subindo de R$ 746,46 em julho para R$ 792,89 em dezembro, refletindo avanço mais forte no fechamento do semestre.
CAFÉ LIDERA ALTA DOS PREÇOS DE ALIMENTOS
O consumidor brasileiro enfrentou mais um ano de pressão no orçamento com a alta do café em pó e em grãos, que ficou 40,7% mais caro na comparação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. É o que aponta o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo. Segundo o novo levantamento, o preço médio do café passou de R$ 53,58 para R$ 76,36 no período analisado. O movimento de subida do alimento ocorreu mesmo em um contexto de produção elevada no país. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira foi estimada em 56,5 milhões de sacas - crescimento de 4,3% em relação a 2024, mas com redução de 9,7% na colheita de café arábica, mais consumido no mercado interno, impactada pela baixa produtividade e por condições climáticas adversas, o que gerou menor disponibilidade dessa variedade e expansão nos preços de todas as categorias do item. Além do café, outros produtos essenciais na mesa dos brasileiros encareceram em 2025. Os queijos registraram elevação de 12,4% no preço médio nacional, seguidos por margarina (12,1%), creme dental (11,7%) e cerveja (6,2%), evidenciando um cenário de aumentos ao longo dos meses observados. Apesar da escalada acumulada no ano, o mês de dezembro trouxe certo alívio às compras: itens básicos da cesta tiveram queda nos preços médios no fechamento de 2025, como leite UHT (-5,3%), ovos (-3,6%) e arroz (-2,2%), contribuindo para conter a inflação de alimentos no curto prazo.
A CONCORRÊNCIA DOS MARKETPLACES NO BRASIL
A concorrência entre Shopee, Amazon, AliExpress e Mercado Livre entrou em uma fase mais madura no Brasil. Depois de um ciclo marcado por cupons agressivos e subsídios ao frete, o comércio eletrônico passou a ser influenciado por fatores estruturais, como eficiência logística previsibilidade de entrega e segurança na jornada de compra. O movimento acontece em um mercado que movimentou R$ 204,3 bilhões em 2024, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), e respondeu por cerca de 9% do varejo nacional. O avanço do e-commerce alterou o comportamento do consumidor brasileiro, que passou a demonstrar menor tolerância a atrasos falhas no pós-venda e processos de troca pouco claros. Dessa forma, o preço isolado deixou de ser o principal critério de escolha, abrindo espaço para plataformas capazes de oferecer uma experiência mais previsível do pedido à entrega. Para Hugo Vasconcelos, especialista em vendas em marketplaces e sócio da VDV Group, essa mudança ajuda a explicar a nova lógica da competição entre as plataformas. “O consumidor passou a comparar a experiência como um todo. Entrega previsível política de devolução clara e reputação do vendedor hoje pesam mais do que descontos pontuais”, afirma.
CARNAVAL JÁ MOVIMENTA O E-COMMERCE
O Carnaval, celebrado em fevereiro, já movimenta o comércio eletrônico brasileiro, com a busca de acessórios e adereços, segundo diagnóstico das plataformas de e-commerce, Bling e Tray, da LWSA. De acordo com as empresas, o período é propício para as PMEs online aproveitarem o bom ânimo, apostando em ofertas e kits atrativos para estimular as vendas. No período, consumidores procuram itens diversos como glitter, óculos temáticos, entre outros itens para compor ou customizar as fantasias. Acessórios para eletrônicos como capa e cordão para celular, carregadores portáteis ou de segurança como pochetes também estão na preferência dos consumidores. Levantamento interno das empresas mostra que as vendas desses itens cresceram 11%, no ano passado, comparado ao anterior, em volume de transações registradas nas plataformas de e-commerce da LWSA. “Tradicionalmente, no início do ano temos um declínio natural das vendas, após a maratona do fim de ano. O Carnaval e depois o Dia do Consumidor em março marcam a escalada das vendas no comércio eletrônico”, afirma Marcelo Navarini, diretor do Bling, que oferece soluções digitais para quem vende online como gestão, vendas, integração com marketplaces, entre outros.
E-COMMERCE DEVE MOVIMENTAR US$ 69 BI EM 2026 NO BRASIL
O e-commerce brasileiro inicia 2026 com crescimento consistente, embora nem sempre acompanhado de rentabilidade. Segundo a Mordor Intelligence, o comércio eletrônico no país deve movimentar cerca de US$ 69,2 bilhões neste ano, impulsionado pela consolidação do Pix, expansão do Open Finance e aceleração dos fluxos de pagamento. Apesar do aumento nas vendas, a UnicoPag, gateway de pagamento, alerta que margens estreitas, custos de aquisição elevados e dependência de sistemas financeiros integrados podem comprometer a lucratividade. O avanço acelerado do setor e a complexidade dos novos fluxos de pagamento tornam o monitoramento financeiro cada vez mais crucial. Segundo Hugo Venda, CEO da UnicoPag, “pagamentos mais rápidos e jornadas de compra mais fluídas aumentam o volume transacionado. Sem controle financeiro, conciliação eficiente e análise de dados em tempo real, o aumento do faturamento pode mascarar perdas operacionais, especialmente em um cenário de Custo de Aquisição de Clientes (CAC) elevado e concorrência intensa", destaca.
BUSCA POR VEÍCULOS ELÉTRICOS CRESCEU 38% NO PAÍS EM 2025
O mercado de veículos eletrificados seguiu despertando o interesse dos brasileiros ao longo de 2025. De acordo com dados do Webmotors Autoinsights, ferramenta de dados e inteligência sobre o mercado automotivo, as buscas e visitas por modelos híbridos e elétricos cresceram 38% em relação ao ano anterior. Este avanço está em linha, inclusive, com os dados de emplacamento divulgados pela Anfavea, que reportaram um crescimento de 60,8% no número de veículos eletrificados emplacados em 2025 na comparação com o ano anterior. Apesar de os modelos elétricos apresentarem o maior avanço proporcional, com 41,4% na comparação anual ante 37,3% dos híbridos, são os híbridos que concentram o maior volume de interesse. Entre todas as buscas por eletrificados na plataforma, 74,7% foram direcionadas a modelos híbridos, enquanto 25,3% corresponderam aos elétricos. Do total de modelos eletrificados na plataforma, os usados foram os mais procurados, com 42,7% mais buscas e visitas com relação ao ano anterior. Dentro desse grupo, os modelos híbridos responderam por 76% do volume de buscas, enquanto os elétricos responderam por 24%. O mercado de 0KM também se manteve aquecido, com alta de 28% nas buscas e visitas em relação ao ano anterior. Assim como no mercado de usados, os híbridos lideram com folga: 72% do total de buscas por eletrificados novos foram por modelos híbridos, enquanto os elétricos responderam por 28%.
EVENTO PARA PEQUENAS EMPRESAS EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
Pequenos empresários, gestores e profissionais interessados no futuro do varejo terão a oportunidade de conhecer os principais aprendizados da NRF Retail’s Big Show 2026, maior evento mundial do setor, durante o Pós-NRF Regional Leste, que será realizado no dia 10 de fevereiro, às 19h, em São José dos Pinhais. O encontro é promovido pelo Sebrae/PR, em parceria com a Fecomércio PR, e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link: https://sebraepr.com.br/lp/pos-nrf/. A proposta do evento é traduzir para a realidade regional os principais insights, tendências e inovações apresentados na NRF, realizada entre os dias 5 e 19 de janeiro, em Nova Iorque. Considerada o principal palco global de discussão sobre o varejo, a feira reúne soluções tecnológicas, análises de mercado e estratégias já aplicadas em mercados maduros, com reflexos diretos no comércio, nos serviços e no consumo. Durante o Pós-NRF, os participantes terão acesso a conteúdos sobre inovações que estão transformando o varejo global, tendências para o comércio e o consumo em 2026, além de estratégias práticas e cases inspiradores, pensados para apoiar empresários na tomada de decisão e na adaptação aos novos comportamentos do consumidor. Temas como e-commerce, experiência do cliente na loja física, inteligência artificial e comportamento de consumo estão entre os destaques da programação.
PREVISÃO DE INFLAÇÃO BAIXA PARA 3,99% AO ANO
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 4% para 3,99% em 2026.


A estimativa foi publicada nesta segunda-feira (2) no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos. Pela quarta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita no próximo dia 10 de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro. Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA acumular alta de 4,26% em 2025.