Mercado imobiliário de Curitiba projeta mais valorização em 2026
19/01/2026 às 05:00
Análises do setor indicam aumento no volume de alvarás para novas incorporações verticais e maior apetite das incorporadoras por lançamentos, especialmente nos segmentos de médio e alto padrão

O mercado imobiliário de Curitiba inicia 2026 com um dos cenários mais promissores dos últimos anos. Análises do setor indicam aumento no volume de alvarás para novas incorporações verticais e maior apetite das incorporadoras por lançamentos, especialmente nos segmentos de médio e alto padrão. O movimento aponta para um ano marcado por maior competitividade, diversificação de produtos e valorização consistente em regiões estratégicas da cidade. Bairros como Ecoville, Mercês, Cabral, Cristo Rei e Jardim Botânico seguem entre os mais demandados, impulsionados por projetos que combinam localização, arquitetura autoral e qualidade construtiva. A Construtora Equilíbrio, com mais de cinco décadas de atuação em Curitiba, entra em 2026 fortalecida por sua presença consolidada nessas regiões e por um portfólio alinhado às novas exigências do comprador contemporâneo. Mesmo diante de um cenário de crédito mais seletivo, a demanda permanece aquecida, especialmente entre consumidores que buscam imóveis com maior metragem, boa iluminação natural, integração com áreas verdes e áreas comuns pensadas para o uso cotidiano. A leitura local acompanha tendências nacionais. Pesquisas recentes mostram que quase metade dos brasileiros pretende adquirir um imóvel nos próximos dois anos, enquanto dados do setor apontam crescimento expressivo nos lançamentos residenciais, sinalizando expansão da oferta e confiança do mercado.
BRASIL BATEU RECORDE DE EXPORTAÇÃO, MESMO COM TARIFAÇO
O ano de 2025 foi histórico para as exportações brasileiras, apesar de um cenário global marcado pela taxação a produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos e pela instabilidade na geopolítica internacional. O Brasil encerrou o ano passado com exportações da ordem de US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023. Entrevistado no programa Bom Dia, Ministro, o vice-presidente e titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o recorde nas exportações não foi atingido por acaso, mas gerado por força de um trabalho muito articulado do Governo do Brasil. "Como é que nós batemos recorde de exportação exatamente no ano que teve o tarifaço nos Estados Unidos? O Brasil bateu recorde de exportação, com 348,7 bilhões de dólares, e da corrente de comércio, que é exportação e importação, com 629 bilhões de dólares, porque abriu e conquistou novos mercados", ressaltou Alckmin. Desde o início de 2023, o Brasil abriu, segundo o levantamento mais recente, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, 525 novos mercados, em 82 destinos (países, blocos ou territórios). "Você conquistar novos mercados te dá mais segurança. Você não tem todos numa cesta só, você distribui melhor. Então, a abertura de novos mercados foi essencial", reforçou Alckmin.
PISCICULTURA COMEÇA ANO COM MERCADO AQUECIDO
A piscicultura brasileira inicia 2026 com perspectivas positivas, sustentadas pela recuperação dos preços ao produtor, consumo interno aquecido, manutenção das exportações e expectativa de custos mais estáveis. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros. Para este ano, o executivo destaca um cenário de continuidade dos investimentos e maior organização da cadeia produtiva. “No último trimestre de 2025, observamos aumentos sucessivos nos preços pagos ao produtor, reflexo de um mercado interno aquecido e de uma demanda consistente. Mesmo com os desafios relacionados ao poder de compra do consumidor, o setor manteve seus investimentos e chega a 2026 com confiança”, ressalta Medeiros. No mercado externo, a piscicultura nacional manteve sua atuação após os ajustes ocorridos em 2025, especialmente no comércio com os Estados Unidos. Segundo o presidente da PEIXE BR, as exportações ganharam novo fôlego, com crescimento dos embarques para o Canadá e abertura de negociações com outros países.
SAFRA DE GRÃOS RECORDE EM 2025
A safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975. Os dados, do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até 2022, o Brasil nunca havia atingido a marca de 300 milhões de toneladas de grãos. Ela foi alcançada pela primeira vez em 2023, quando chegou a 316,4 milhões de toneladas. Em 2024, devido, entre outros fatores, à crise climática no Rio Grande do Sul, a produção caiu para 292,7 milhões de toneladas, mas, ainda assim, foi superior a todos os anos entre 1975 e 2022. “Os ganhos de produtividade das lavouras são fruto de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas", destacou Carlos Alfredo Guedes, Gerente de Agricultura do IBGE.
CONSÓRCIO SE DESTACA EM TEMPOS DE JUROS ALTOS
A permanência dos juros em níveis elevados e a maior seletividade do crédito bancário estão levando investidores e consumidores a rever a forma de adquirir bens e estruturar patrimônio para 2026. Nesse cenário, o consórcio vem sendo reposicionado como alternativa de investimento e compra planejada, combinando previsibilidade, ausência de juros e maior controle financeiro. Apenas no primeiro quadrimestre de 2025, o setor registrou a venda de 1,61 milhão de cotas, crescimento de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com R$141 bilhões movimentados, segundo dados consolidados do mercado. O avanço ocorre em um ambiente no qual o financiamento tradicional perdeu atratividade.
CRÉDITO BANCÁRIO PRESSIONA CUSTO
Com taxas elevadas, prazos longos e maior exigência de garantias, o crédito bancário passou a pressionar o custo final de imóveis, veículos e outros bens de alto valor. Diante disso, o consórcio deixou de ser visto apenas como alternativa para quem não consegue financiar e passou a integrar o planejamento financeiro de quem busca organizar compras futuras e alocar capital de forma mais eficiente. Dados do Banco Central reforçam essa mudança de perfil. A carteira de consórcios fechou 2024 com crescimento de 17,6%, enquanto a inadimplência permaneceu em 2,35% em dezembro, um dos patamares mais baixos entre as modalidades de crédito disponíveis no país. O resultado indica maior disciplina financeira dos participantes e maior aderência do produto à capacidade de pagamento das famílias e investidores.
PIX IMPÕE MATURIDADE TÉCNICA A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
A digitalização de produtos financeiros, como recebíveis e novas infraestruturas de crédito, tem ampliado o acesso ao sistema financeiro e acelerado a atuação de instituições financeiras e de meios de pagamento no Brasil, apoiada por uma infraestrutura digital que já opera em escala inédita. Segundo estudo da fintech brasileira Ebanx, o Pix acumulou 196,2 bilhões de transações desde o seu lançamento, no fim de 2020, até setembro de 2025, movimentando R$ 84,9 trilhões, volume equivalente a mais de sete vezes o PIB brasileiro de 2024, estimado em R$ 11,7 trilhões. De acordo com o Banco Central do Brasil, mais de 170 milhões de brasileiros utilizam o Pix, o que representa cerca de 80% da população. Esse avanço, no entanto, vem acompanhado de maior complexidade técnica e regulatória, exigindo bases sólidas de segurança, previsibilidade e conformidade para que novas soluções operem em escala. A inovação financeira passa, assim, a depender não apenas de tecnologia, mas de maturidade técnica capaz de sustentar operações críticas em ambientes altamente regulados.
FRUTICULTURA BRASILEIRA OTIMISTA COM ACORDO COM UE
A avaliação do setor de fruticultura sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia é positiva, especialmente pelo cronograma de redução gradual das tarifas de importação aplicadas às frutas brasileiras. Segundo Luiz Roberto Barcelos, conselheiro da IFPA e diretor da Abrafrutas, o processo de desgravação será escalonado conforme o produto: a uva terá isenção imediata, enquanto melão terá prazo de até sete anos; limão e abacate terão redução ao longo de quatro anos, com queda de 25% ao ano; e a maçã, por ser uma fruta produzida no hemisfério norte, terá o maior prazo, de até dez anos, mantendo um caráter de proteção aos produtores europeus. Atualmente, a fruta brasileira enfrenta uma média de 10% de imposto para entrar no mercado europeu, percentual que varia conforme o produto — cerca de 8,8% para o melão e até 14% para a uva. Esse custo reduz a competitividade do Brasil frente a países concorrentes da América Central e da América do Sul, como Peru, Equador e Colômbia, que contam com isenções ou tarifas reduzidas por integrarem o Sistema Geral de Preferências (SGP) da União Europeia. A retirada dessas tarifas, destaca Luiz Roberto, tende a baratear o produto, ampliar a competitividade e estimular o consumo entre os europeus.
VENDA DE MOTOS FOI A MAIOR EM 25 ANOS
A venda de motocicletas no país em 2025 foi a maior registrada desde 2003. Foram comercializadas 2.197.851 unidades no ano passado, uma alta de 17,1% em relação a 2024 (1.876.427 unidades). O segundo ano com mais vendas foi 2011 (1.940.543 unidades) e o terceiro, 2008 (1.925.558 unidades). Os dados, divulgados nesta quinta-feira (15), são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). “O desempenho do setor reflete a demanda aquecida por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, destaca o presidente da entidade, Marcos Bento. No ano passado, 1.980.538 motocicletas foram produzidas nas linhas de montagem das fabricantes instaladas em Manaus, volume 13,3% superior ao registrado em 2024. Esse foi o melhor desempenho do setor desde 2011 e o terceiro maior da história da indústria motociclística nacional, desde 2003. As exportações encerraram 2025 com 43.117 motocicletas embarcadas, volume 39,1% superior ao registrado no ano anterior.
 
 
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