Exportações de etanol brasileiro acumulam perdas
12/01/2026 às 05:00
No acumulado de 2025, as exportações de etanol do Brasil somaram 1,612 bilhão de litros, queda de 14,6% em relação a 2024 e de 20,0% frente à média dos últimos cinco anos, configurando o menor volume anual exportado desde 2017

As exportações brasileiras de etanol reagiram em dezembro, após dois meses consecutivos de forte retração, totalizando 173 milhões de litros, aumento de 56,8% na comparação anual, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Ainda assim, o volume permaneceu 6,3% abaixo da média dos últimos cinco anos para o mês, indicando uma recuperação apenas parcial. No acumulado de 2025, as exportações de etanol do Brasil somaram 1,612 bilhão de litros, queda de 14,6% em relação a 2024 e de 20,0% frente à média dos últimos cinco anos, configurando o menor volume anual exportado desde 2017. As receitas com as exportações de etanol alcançaram US$ 101 milhões em dezembro de 2025, crescimento de 67,5% na comparação anual, refletindo tanto o aumento dos volumes quanto a ligeira recuperação de preços. O valor médio do etanol exportado foi de US$ 0,58/litro, acima dos US$ 0,55 registrados em dezembro de 2024. No acumulado de 2025, as receitas totalizaram US$ 934 milhões, retração de 11,2% frente ao ano anterior, apesar da elevação do preço médio do litro exportado de US$ 0,56 em 2024 para US$ 0,58 em 2025. 
COREIA É O PRINCIPAL DESTINO DO ETANOL BRASILEIRO
Em dezembro, a Coreia do Sul permaneceu como principal destino do etanol brasileiro, com 98 milhões de litros, equivalentes a 56,5% do total exportado no mês. Na sequência, os Países Baixos absorveram 40 milhões de litros (23,2%), principal porta de entrada do produto na Europa, enquanto as Filipinas importaram 15 milhões de litros (8,8%). No acumulado de 2025, a Coreia do Sul também liderou as compras, com 780 milhões de litros (48,4% do total), praticamente estável na comparação anual (-0,3%). Os Estados Unidos figuraram como o segundo principal destino, com 253 milhões de litros (15,7%), queda de 18,4% frente a 2024. Em contrapartida, os Países Baixos ampliaram suas compras, totalizando 221 milhões de litros (13,7%), alta de 45,3% em um ano. Outros destinos relevantes incluíram Gana, com 61 milhões de litros (3,8%), e Camarões, com 49 milhões de litros (3,0%), ambos com expansão expressiva das importações, de 40,8% e 129,1%, respectivamente. Por outro lado, Filipinas (3,8%) e Nigéria (2,8%) reduziram suas compras de etanol brasileiro em 36,3% e 59,9%, respectivamente. Os demais 66 destinos responderam por apenas 8,9% do volume exportado em 2025.  Por outro lado, as importações brasileiras de etanol registraram forte crescimento em 2025, totalizando 319 milhões de litros, avanço de 66,2% frente a 2024 e o maior volume importado desde 2021. Do total adquirido, 43,9% tiveram origem nos Estados Unidos, 29,9% no Paraguai e 26,2% na Argentina, segundo a SECEX. 
PREJUÍZOS DE BATIDAS EM POSTES
Um balanço feito pela Copel aponta que 3.607 postes precisaram ser substituídos ao longo de 2025, devido a colisões de veículos contra a infraestrutura elétrica, em todo o Paraná. A projeção mantém o tema entre as principais causas externas de interrupção no fornecimento de energia no Estado, com prejuízos que atingem motoristas, consumidores e a sociedade como um todo. Embora o número de casos tenha apresentado redução em 2025 em relação a anos anteriores, ainda se manteve em patamar elevado. Foram 3.700 ocorrências, em 2024; 3.757, em 2023; 3.885, em 2022 e 3.962, em 2021. Em números absolutos, Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais lideram o ranking estadual deste tipo de ocorrências. Já quando se considera a proporção de acidentes por mil habitantes, destacam-se municípios menores, como Ortigueira (47 ocorrências para uma população de 24,1 mil habitantes), Reserva (37 ocorrências para uma população de 24,5 mil habitantes) e Tibagi (36 ocorrências para uma população de 19,9 mil habitantes). Os custos decorrentes desses acidentes variam conforme o tipo de poste e os equipamentos instalados. Em 2025, a média de cobrança ao responsável pela colisão foi de R$ 5,5 mil por unidade.  
MERCADO DE LUXO EM ASCENSÃO NO BRASIL
O mercado de luxo no Brasil cresceu 26% entre 2022 e 2024, taxa que contrasta com a expansão de apenas 3% ao ano registrada globalmente no mesmo período. O país está na nona colocação entre os mercados de luxo que mais crescem no mundo, conforme o levantamento Luxury Lab Global. A taxa média anual de expansão do setor brasileiro atingiu 12%, e o faturamento total chegou a R$ 98 bilhões no ano passado, segundo dados da Bain & Company. No mesmo período, o mercado de luxo global movimentou 1,48 trilhão de euros, uma retração entre 1% e 3% frente ao ano anterior. A queda reflete, sobretudo, a desaceleração no mercado asiático, com destaque para a China. As projeções mantêm uma expectativa favorável para os próximos anos. A Bain & Company estima que o mercado brasileiro alcance R$ 150 bilhões até 2030, com crescimento anual entre 6% e 8%. A Euromonitor projeta expansão de 7% para 2025 e alta acumulada de 22% nos próximos cinco anos. Os dados do levantamento mostram o recorte do desempenho do mercado de luxo nacional. O setor automotivo avançou 18% no ano passado. Em seguida, a hotelaria cresceu 16%, trazendo na esteira experiências personalizadas dos viajantes.  Entre essas experiências estão o consumo em restaurantes de alta gastronomia, viagens aéreas na primeira classe e uso de benefícios do cartão black oferecidos por instituições financeiras aos clientes de alta renda.
VIAGENS CORPORATIVAS VÃO CRESCER EM 2026
As projeções para 2026 apontam para um dos anos mais movimentados da última década para as viagens corporativas no Brasil. Os números que vêm sendo divulgados pelo setor respaldam o crescimento. Um relatório da Alagev indica o Brasil como o 10º maior mercado de viagens e despesas corporativas do mundo, movimentando cerca de US$ 30,5 bilhões ao ano. Enquanto isso, uma reportagem da InfoMoney mostra tendência inversa para as dinâmicas on-line: ações de empresas como o Zoom caíram de US$ 559 em outubro de 2020 para cerca de US$ 73 em agosto de 2025. "As reuniões on-line irão continuar a todo o vapor, porém 2026 certamente registrará mais deslocamentos, mais presença física e mais reencontros profissionais", diz Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, que também registrou aumento da demanda corporativa em todo o ano de 2025. Dados da VOLL registrados a partir de um estudo com 750 mil usuários de seu app, apontou um crescimento de 47% no volume de viagens de janeiro a março de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo ritmo, a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) divulgou que o setor faturou R$ 1,21 bilhão em agosto de 2025 — 2,41% a mais do que no mesmo mês de 2024. Serviços aéreos representaram quase 60% desse volume (R$ 722 milhões), seguidos pela rede hoteleira (R$ 368 milhões), reforçando que o ecossistema da mobilidade corporativa vem movimentando a economia de forma consistente.
FEDEX ENCERRA ATIVIDADES NO BRASIL
A FedEx, gigante americana de logística presente no Brasil há mais de três décadas, anunciou na última quarta-feira (7) o encerramento gradual de suas operações de transporte doméstico no país, mantendo apenas os serviços internacionais e soluções de supply chain. Esta decisão, comunicada a clientes e parceiros, marca o fim de uma era para a companhia no segmento de entregas internas, com coletas previstas até 6 de fevereiro de 2026 e conclusão das entregas já contratadas dentro dos prazos estabelecidos. Conforme nota oficial da empresa, a medida faz parte de um realinhamento estratégico para responder proativamente às dinâmicas do mercado, concentrando esforços em operações onde possui maior vantagem competitiva — especialmente remessas internacionais e serviços integrados de cadeia de suprimentos. O processo de desmobilização das operações domésticas deve se estender até junho de 2026, incluindo o fechamento de estruturas logísticas internas e desligamento de equipes ligadas ao serviço nacional.
WEBMOTORS PATROCINA O FUTEBOL PARANAENSE
A Webmotors acaba de anunciar a sua estreia no universo do futebol como patrocinadora oficial do Campeonato Paranaense de 2026. O investimento para estar presente na principal competição de futebol do Paraná é parte da estratégia de expansão e consolidação da marca como maior ecossistema automotivo do Brasil. O campeonato será realizado entre 6 de janeiro e 6 de junho de 2026, abrangendo as disputas de primeira e segunda divisão do estadual. A cota adquirida pela Webmotors garante presença da marca em placas de campo, no backdrop de entrevistas, na placa de fotos, no pórtico, em banner no site oficial do campeonato e em conteúdo para redes sociais. Na primeira divisão, todos os jogos serão transmitidos ao vivo pela RIC TV Record ou pelo GOAT, um dos maiores canais de esportes do país. Já a segunda divisão terá transmissão pela FPF TV, plataforma da Federação Paranaense de Futebol.
E-COMMERCE EM EVOLUÇÃO NO BRASIL
O e-commerce brasileiro entra em 2026 impulsionado por uma evolução consistente no comportamento do consumidor e pela ampliação dos canais digitais de compra. Segundo o estudo E-Consumidor 2026, realizado pela Nuvemshop e Opinion Box, os clientes estão cada vez mais abertos a explorar diferentes plataformas na busca por produtos e serviços, combinando, por exemplo, marketplaces e redes sociais para pesquisa e comparação de preços.  O levantamento mostra que os marketplaces seguem como um importante ponto de concentração do consumo digital, sendo a escolha prioritária para 70% dos usuários. Esse protagonismo é impulsionado pela percepção de valor e conveniência: 57% dos consumidores apontam a competitividade de preços como principal atrativo, enquanto 55,3% destacam a facilidade de navegação e finalização de compra como fatores decisivos para a conversão.
E-COMMERCE DEVE CRESCER 10% EM 2026
A projeção de crescimento do e-commerce para 2026 é de cerca de 10% em relação a 2025, o que deve gerar um faturamento de R$ 258,40 bilhões ao setor, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), que indica também que o número de compradores online deve crescer 2,5% e atingir a marca de 96,87 milhões de pessoas. O montante de pedidos deve chegar à casa dos 457,38 milhões, com incremento de 5%. Já o tíquete médio deve ter expansão de 4,7% e alcançar R$ 564,96. "Esse crescimento mostra que o e-commerce segue em expansão, acompanhado por uma multiplicidade de canais. Nesse contexto, ganha relevância a capacidade das marcas em construir relações duradouras, oferecendo valor além do preço. Estratégias de engajamento e programas de benefícios ajudam a fortalecer o poder de compra do consumidor e garantir a sustentabilidade dos modelos Direct to Consumer (D2C) neste novo cenário", finaliza Eduardo.
 
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