4 tendências para a indústria de streaming em 2026
Insights apresentados pela Watch apontam que inteligência artificial, monetização híbrida e a força global de soluções brasileiras serão pilares da evolução do streaming
10/12/2025 às 11:46
Maurício Almeida, presidente e cofundador da Watch. Divulgação
Presidente e cofundador da Watch — plataforma de streaming para provedores de internet (ISPs) — Maurício Almeida afirma que a orquestração da distribuição, a hiperpersonalização impulsionada por IA e a consolidação dos modelos híbridos de monetização estão entre as principais tendências que devem redefinir o segmento de streaming em 2026. 

O tema foi debatido ao longo de um encontro promovido pela empresa com jornalistas, no qual foram apresentados insights sobre o futuro da indústria. Para o executivo, 2026 será o ano em que o streaming deixa de ser apenas acesso a conteúdo e passa a ser uma experiência inteligente, integrada e orientada por dados — construída para cada pessoa em cada contexto.

Confira outras tendências que devem marcar o próximo ano:
 
  • Distribuição vira orquestração: O setor avança para um modelo no qual a entrega de conteúdo já não basta: é preciso orquestrar catálogos, dados, recomendações e múltiplos serviços para criar uma jornada contínua e de alto valor. Plataformas deixam de operar como silos e passam a agir como hubs inteligentes — integrando estúdios, canais e provedores em um ecossistema único. A Watch já nasce dentro dessa lógica: atuando como agregadora para ISPs, a empresa disponibiliza uma solução centralizada que simplifica o acesso, amplia opções e aumenta o engajamento dos assinantes.
  • Múltiplas personas com IA enriquecidas fora da plataforma: A personalização passa a se basear não apenas no comportamento do usuário dentro do serviço, mas também em sinais externos, autorizados, que enriquecem as chamadas personas de consumo. A IA generativa permite compreender perfis distintos de um mesmo assinante — como o modo família, o modo esportes, o modo viagens — e adaptar recomendações em tempo real. Isso cria experiências mais precisas e reduz a dispersão de conteúdo no catálogo.
  • Hiperpersonalização por persona, contexto, ambiente e clima: O streaming evolui para uma personalização contextual, capaz de ajustar a oferta de conteúdo conforme humor digital, clima local, horário, tipo de dispositivo e até intensidade de uso. Sugestões que variam entre conteúdos rápidos para deslocamentos, opções leves em dias quentes ou recomendações familiares nos fins de semana. Com isso, aumentam retenção e tempo de visualização — premissas que a Watch já explora por meio de funcionalidades avançadas e curadorias segmentadas dentro do app.
  • Crescimento acelerado do live streaming: O conteúdo ao vivo segue em ascensão, impulsionado especialmente por esportes, eventos musicais e transmissões interativas. A baixa latência e a expansão de recursos como múltiplas câmeras e chats em tempo real tornam o formato decisivo para fidelizar assinantes. Para provedores parceiros da Watch, esse movimento é particularmente relevante, já que canais ao vivo e eventos premium representaram, em 2025, uma alavanca de consumo relevante dentro do aplicativo.

44% das micro e pequenas empresas do Brasil já usam IA



O estudo “Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2025”, do Sebrae, confirma a expansão do uso da inteligência artificial por micro e pequenas empresas. Os dados mostram que 44% dos empreendedores afirmam já ter utilizado alguma solução de IA, enquanto ferramentas específicas apresentam índices ainda maiores: 80% já usaram GPS; 77%, reconhecimento facial; 56%, assistentes virtuais; e 52%, aplicativos que melhoram imagens. Além disso, 51% recorreram a plataformas de textos generativos; 44% utilizaram geradores de imagem; 41% operaram chatbots no WhatsApp; 30% adotaram chatbots de vendas; e 22% implementaram dispositivos inteligentes de controle de ambiente.

Os resultados revelam que a IA já faz parte da rotina tecnológica de pequenos negócios, mesmo quando integrada a ferramentas simples e de uso cotidiano. Esse cenário tem tornado a tecnologia determinante para a sobrevivência e expansão dessas empresas no Brasil. Em um ambiente de pressão econômica e transformação digital acelerada, a IA emerge como ferramenta estratégica que amplia capacidade, eficiência e competitividade. Segundo Danilo G. Moreira, CGO da StaryaAI, a IA representa hoje o maior atalho competitivo disponível para micro e pequenas empresas.

“A tecnologia automatiza processos manuais, otimiza o atendimento ao cliente e oferece análises de dados que antes dependiam de equipes e softwares complexos”, destaca o executivo. Para ele, a IA deixa de ser um recurso avançado e passa a integrar a rotina operacional dos pequenos negócios como elemento essencial para produtividade, organização e tomada de decisão.

Moreira destaca que a democratização da tecnologia vai além do acesso a ferramentas. Para ele, trata-se de garantir que qualquer negócio — independentemente de porte ou maturidade digital — tenha o mesmo poder de análise, atendimento e previsibilidade operacional que grandes organizações. “A IA devolve tempo, eficiência e presença digital qualificada às micro e pequenas empresas. Nosso objetivo é tirar a tecnologia da elite corporativa e colocá-la no dia a dia de quem realmente movimenta a economia. O empreendedor não precisa dominar algoritmos nem engenharia de prompts; ele só precisa dizer o que quer resolver. A Starya faz o difícil para que a IA se torne simples, acessível e orientada a resultados”, explica.

Como será o futuro do trabalho na era da IA?

Às vésperas dos vestibulares de verão, milhares de estudantes brasileiros se deparam com uma dúvida: como será o futuro do mercado de trabalho em cinco anos? Em plena era da Inteligência Artificial (IA), não basta apenas escolher entre um curso superior ou outro. É preciso entender os novos cenários e traçar estratégias capazes de abarcar as tendências que, aos poucos, começam a se consolidar nas organizações.

De acordo com o Relatório sobre o Futuro do Trabalho 2025, do Fórum Econômico Mundial, a perspectiva é de que aproximadamente dois quintos (39%) das habilidades profissionais atuais sejam transformadas ou se tornem obsoletas até 2030. Em cinco anos, a IA deve eliminar mais de 92 milhões de postos de emprego e reduzir entre 6% e 13% as oportunidades para jovens entre 22 e 25 anos em ocupações expostas à automação tecnológica.

“A inteligência artificial está redesenhando o mercado de trabalho em uma velocidade sem precedentes. Esse cenário produz um misto de desafios e de oportunidades”, destaca o professor doutor Sérgio Czajkowski Junior, docente nos cursos de graduação e pós-graduação do UniCuritiba – instituição que integra o ecossistema Ânima Educação.

Consultor nas áreas de Planejamento Estratégico, Inovação e Gestão de Pessoas, o professor defende que a ascensão da IA é uma realidade que já começou a redefinir carreiras em todo o mundo – e que já vem sendo usada como um diferencial nos cursos do UniCuritiba. Segundo ele, diversas profissões, principalmente as que envolvem tarefas repetitivas, estão entre as mais vulneráveis à automação. Em contrapartida, o levantamento do Fórum Econômico Mundial mostra que é justamente essa automação que deve gerar 170 milhões de novos postos de trabalho. “A questão principal não é sobre as profissões que serão extintas, é como se preparar para essa revolução que está a pleno vapor”, avisa o professor.

Alunos de São José dos Pinhais desenvolvem sabonete sustentável antipulgas


Alunos da Escola Herbert de Souza CE EF M, em São José dos Pinhais, estão entre os finalistas da 12ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung com coordenação geral do Cenpec. A iniciativa é conhecida por estimular alunos e professores de escolas públicas a criarem protótipos inovadores com base na abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) para solucionar problemas reais da sociedade.

O grupo, composto por três alunas e dois alunos do 1º ano do ensino médio, desenvolveu um sabonete sustentável antipulgas de baixo custo, produzido a partir da Erva-de-santa-maria, a fim de reduzir a ação parasitária de pulgas e carrapatos em animais de rua. O projeto é uma alternativa para os produtos já disponíveis no mercado, que costumam ser compostos por químicos pesados e custo elevado. "Antes de chegar à ideia do sabonete, nós pensamos em um spray para que a pulga ficasse presa na solução. Fizemos alguns protótipos para chegar à textura ideal e começamos os testes até chegar em amostrar viáveis", afirma Pauline Henrique Fernandes, professora orientadora do grupo.

A educadora explica que a ideia surgiu de uma das alunas que observou a quantidade de animais de rua que estão doentes devido ao excesso de pulgas e carrapatos. "As pessoas os alimentam e cuidam deles como dá, mas tem essa problemática dos parasitas. Eles vivem juntos e podem transmitir infecções e outras doenças. "Além de ser natural e menos tóxico para os animais, nosso protótipo é uma alternativa para pessoas carentes, que têm difícil acesso aos produtos já existentes no mercado. Ele resolve essa questão de saúde animal sem agredir o meio ambiente", explica.

"O projeto desenvolvido pelos alunos paranaenses se destaca por focar na saúde animal, mostrando uma atenção importante aos desafios da comunidade local. Além disso, o protótipo tem um viés de sustentabilidade, mostrando como as próximas gerações estão comprometidas em fazer ciência pelo desenvolvimento sustentável", afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

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