Smartly Brasil transforma automação residencial em negócio escalável
Com instalação simples, integração com Alexa e monitoramento remoto, empresa curitibana cresce de olho na sustentabilidade e no bolso do consumidor
08/10/2025 às 11:21
O que nasceu como uma busca por termostatos mais eficientes para pisos aquecidos se transformou em uma nova empresa de tecnologia. A SmartLy Brasil, fundada por Euclides Ciruelos, mentor também da Hotfloor, surgiu para atender a uma necessidade real de mercado: reduzir o gasto energético de sistemas de climatização e automação sem a exigência de grandes obras ou altos investimentos.

Além da demanda vinda da Hotfloor, a SmartLy também foi idealizada durante a construção do Eurobusiness, empreendimento em que Ciruelos atuou como engenheiro técnico responsável pela obra. O projeto se destacou por soluções inovadoras de eficiência e sustentabilidade, conquistando certificações de peso: LEED Platinum, concedida pelo U.S. Green Building Council pelo alto desempenho energético, e o LEED Zero Water, tornando-se o primeiro edifício do mundo a alcançar autossuficiência hídrica. Esses reconhecimentos reforçam o compromisso com práticas sustentáveis que também orientaram a criação da SmartLy.

Antes de fundar a SmartLy, Ciruelos percorreu empresas de diversos países em busca de soluções que unissem eficiência e sustentabilidade para os clientes da Hotfloor, especializada em pisos aquecidos. “Não encontramos nada que atendesse às nossas expectativas. Então decidimos fabricar nossos próprios termostatos. Mas aí veio a pergunta: já que estamos fabricando termostatos, por que não controlar o gasto como um todo?”, explica o executivo.

A resposta deu origem a um sistema que, além de regular a temperatura, permite acompanhar em tempo real o consumo de energia em casas e empresas. Tudo pode ser monitorado e ajustado pelo celular, mesmo à distância. “Hoje, um cliente pode estar em viagem e verificar se os filhos desligaram o ar-condicionado ao sair de casa. Se não desligaram, ele consegue fazer isso remotamente. É o controle na palma da mão, integrado à Alexa e outros dispositivos inteligentes”, conta Ciruelos.

Foz do Iguaçu sedia evento de inovação

De acordo com o Chat Commerce Report 2025, o WhatsApp se consolidou como principal canal de vendas do varejo brasileiro. O estudo mostra que 95,21% das interações entre marcas e consumidores ocorreram no aplicativo e que o desempenho das campanhas de marketing garantiu a conversão em compras de 55%.

“O marketing e as vendas mudaram depois que os agentes de IA entraram em cena. Nos últimos anos, isso tem ajudado as empresas a transformar suas vendas e atendimento. E não é mais sobre campanhas frias… é sobre conversas inteligentes, relevantes e fluidas”, destaca Luan Mileski, Head de Produto & Negócios no Irrah Tech, cofundador da Stoicweb Marketing e mentor na EVOA Aceleradora.

Luan é um dos palestrantes confirmados para a edição 2025 do Summit Iguaçu Valley, evento que conta com expositores, palestras com especialistas, painéis, rodadas de negócios e inovação, oficinas e workshops. No evento, o profissional mostra como o marketing e a venda conversacional, junto aos agentes de IA, estão mudando a forma de atrair e converter clientes, ajudando empresas a vender mais, atender melhor e manter proximidade humana.

Como exemplo prático do que o mercado já oferece em soluções, Luan apresentará ao público o desempenho de um dos produtos do grupo Irrah que traz esse efeito agregador: o Dispara Aí. A plataforma atingiu recentemente a marca de 16 milhões de mensagens por mês. Ela é utilizada em mais de 15 países por mais de 650 mil usuários.

Falta de mão de obra em TI acelera times híbridos

A escassez de talentos em tecnologia pressiona cronogramas e orçamentos. Segundo a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), há mais de 300 mil vagas abertas no Brasil. Para manter entregas e suporte, empresas têm formado equipes híbridas e remotas. A InfoWorker adotou esse desenho há mais de dez anos, com profissionais em home office e, quando necessário, in loco no cliente, em fases mais complexas do projeto. 

De acordo com o diretor comercial da InfoWorker, Josney Lara, esse formato acelera a alocação de especialistas, reduz deslocamentos e preserva a proximidade com as áreas de negócio. Diagnóstico, planejamento e desenvolvimento avançam de forma remota. Testes, alinhamentos finais e viradas de ambiente ocorrem presencialmente, quando agregam valor direto ao resultado. 

“O mercado pede velocidade e previsibilidade. Com o time remoto e presença no cliente nos marcos decisivos, ganhamos foco, controlamos riscos e mantemos a qualidade das entregas”, afirma. Ele destaca que a estrutura permite montar equipes multidisciplinares com rapidez, sem perder governança. 

As equipes unem gerente de projetos, analista de negócios, analista de sistemas, especialista de dados e segurança, desenvolvedor Front End, desenvolvedor Back End, especialistas de Testes e Qualidade, entre outros. O trabalho segue metas por etapa, acordos de nível de serviço e rotinas de comunicação. Painéis de progresso e documentação padronizada dão visibilidade ao cliente e reduzem retrabalho. A governança inclui controle de acesso por identidade, registro de mudanças e proteção de dados alinhada à LGPD. “Nosso compromisso é clareza de escopo, medição contínua e presença onde a presença faz diferença”, salienta Josney. Segundo ele, esse modelo responde à falta de profissionais e encurta o tempo entre decisão e benefício para o cliente.

Leega faz migração de dados do Grupo Ri Happy para Google Cloud

A Leega, empresa brasileira de consultoria e outsourcing em tecnologia com mais de 20 anos de experiência em transformação digital, inteligência artificial, data analytics, cloud e desenvolvimento de aplicações, concluiu a migração completa do ambiente de dados do Grupo Ri Happy para o Google Cloud Platform (GCP). Com mais de 9.900 horas dedicadas ao projeto ao longo de sete meses, a Leega entregou a iniciativa com excelência técnica e alto padrão de qualidade. 

Segundo Franz Ribeiro, gerente de contas da Leega Consultoria, o projeto envolveu a transição do Data Warehouse da Oracle Cloud (OCI) para o BigQuery, com foco em ganhos significativos de performance, capacidade de processamento e redução de custos operacionais. “A adoção do BigQuery trouxe escalabilidade automática, alto desempenho em consultas analíticas e eliminação da necessidade de gerenciamento de infraestrutura, mantendo total compatibilidade com as ferramentas já utilizadas pelo Grupo Ri Happy”, afirma. 

Marcus Vinicius Maia, gerente de Dados & Analytics da Ri Happy, destaca que a mudança foi estratégica. “Buscávamos uma arquitetura moderna e sustentável, que acompanhasse o crescimento da empresa e possibilitasse decisões mais ágeis e orientadas por dados. A Leega foi uma parceira eficiente, que entregou com qualidade e presteza todas as etapas do projeto”, ressalta.
 
Comentários    Quero comentar
* Os comentários não refletem a opinião do Diário Indústria & Comércio